top of page

Responsabilidade com a comunidade e o mundo

  • lauras05
  • há 2 dias
  • 11 min de leitura

Práticas instituídas pelos princípios do ESG afetam empresas no MS e em todo o país



“Não adianta ter uma empresa verde se você fecha no vermelho.” A frase dita pelo economista Eduardo Matos sintetiza o dilema que muitas organizações enfrentam ao tentar conciliar sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa, o que hoje chamamos de Environmental, Social and Governance, ou simplesmente ESG.

No Mato Grosso do Sul, onde a economia transita do agropecuário tradicional para o agroindustrial, empresas, governo e sociedade civil buscam transformar o discurso em prática, mas o caminho é cheio de desafios. Nesta reportagem, especialistas e profissionais do setor explicam como funciona o ESG na prática, suas métricas e impactos locais.


De um termo quase desconhecido e tratado com desconfiança no início dos anos 2000 a um dos principais critérios de avaliação de negócios no mundo corporativo atual, o ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) se consolidou como um indicador decisivo para empresas, investidores e consumidores. Mais do que uma tendência, tornou-se um diferencial estratégico e, em muitos casos, uma exigência para quem deseja crescer de forma sustentável.


Letra por letra

A sigla ESG vem do inglês Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). O termo surgiu no início dos anos 2000 no mercado financeiro e hoje é usado mundialmente para avaliar como empresas e organizações lidam com sustentabilidade, impacto social e transparência na gestão.

Ambiental (E - Environment) – Refere-se às práticas relacionadas ao meio ambiente, como redução de emissões de carbono, uso consciente de recursos naturais, gestão de resíduos e investimentos em energia limpa.

Social (S) – Envolve a relação da empresa com as pessoas: funcionários, fornecedores, consumidores e a comunidade. Inclui diversidade, direitos humanos, saúde, segurança e projetos sociais.

Governança (G) – Diz respeito à forma como a organização é administrada: ética, combate à corrupção, transparência, responsabilidade corporativa e participação de stakeholders nas decisões.

Adotar o ESG significa que empresas vão além da lógica exclusiva do lucro e passam a considerar os efeitos de suas atividades sobre o meio ambiente, as pessoas e a própria gestão. Essa mudança envolve desde ações sustentáveis, como a redução de emissões e o uso responsável de recursos naturais, até políticas de diversidade, inclusão e transparência administrativa. Com isso, as companhias visam fortalecer sua reputação, ampliando a confiança de consumidores e trabalhando na atração de investidores interessados em negócios mais responsáveis e duradouros.



Economista Eduardo Matos/Assessoria
Economista Eduardo Matos/Assessoria

Segundo Eduardo Matos, economista e especialista no tema, o ESG se apoia em três pilares fundamentais. “O ambiental envolve o impacto da empresa no meio ambiente incluindo recursos hídricos, ar, solo, fauna e flora. O social inclui desde contrapartidas em educação e saúde até a geração de emprego e renda. Já a governança diz respeito às normas que regulamentam tanto o setor quanto o ambiente econômico”.

Ele relembra que, no início, a ideia encontrava forte resistência. Segundo o economista, até o início da última década, o ESG era considerado uma piada no mercado financeiro. Não havia métricas claras e as empresas não tinham interesse real no método. Mas, ao longo do tempo, organizações e corporações começaram a perceber que práticas ambientais e sociais reduzem riscos e atraem investidores.

Para Bruno Barbosa, consultor de ESG da Cause, consultoria que orienta empresas na implementação do ESG, o maior obstáculo hoje não está em reconhecer a importância do tema, mas em transformar o discurso em ação concreta. Ele explica que muitas companhias já incorporaram a linguagem do ESG em relatórios e campanhas de marketing, mas ainda falham em traduzir essas promessas em mudanças reais de processos e impacto social ou ambiental.


“Quando a narrativa se sobrepõe à prática, abre-se espaço para o chamado greenwashing, quando a empresa se vende como sustentável sem de fato adotar medidas consistentes. O desafio é sair do papel e implementar políticas capazes de gerar impacto real. É comum encontrar companhias que produzem relatórios impecáveis, mas que, na prática, pouco transformam a realidade”, afirma.


O termo greenwashing é usado para descrever quando uma empresa, instituição ou marca tenta parecer mais sustentável e ambientalmente responsável do que realmente é. Na prática, trata-se de uma estratégia de marketing enganosa que busca melhorar a imagem da organização diante do público — especialmente consumidores e investidores preocupados com sustentabilidade — sem que suas ações concretas correspondam ao discurso “verde”.

A expressão surgiu na década de 1980, a partir da junção das palavras green (verde, símbolo do ambientalismo) e whitewashing (encobrir ou disfarçar algo). Foi usada pela primeira vez pelo ambientalista Jay Westerveld, em 1986, ao criticar hotéis que pediam aos hóspedes para reutilizarem toalhas sob o pretexto de “salvar o planeta”, enquanto continuavam a desperdiçar recursos em outras áreas.

O greenwashing se manifesta de várias formas, como em campanhas publicitárias que destacam pequenas ações ambientais, mas ocultam impactos negativos maiores; em produtos com rótulos enganosos, que usam termos como “eco”, “natural” ou “sustentável” sem certificação ou comprovação; e em relatórios de sustentabilidade que apresentam apenas dados positivos. Essa prática é considerada problemática porque prejudica a transparência, desacredita iniciativas ambientais genuínas e confunde consumidores e investidores que buscam apoiar negócios realmente comprometidos com a sustentabilidade.

Fonte: ONU


O especialista aponta ainda para o descompasso que tem sido cada vez mais notado por consumidores e investidores que exigem métricas mais claras, indicadores de desempenho e auditorias independentes para comprovar os avanços. Neste sentido, o método deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a representar um fator de sobrevivência no mercado.

Entre os três pilares do ESG, o social continua sendo o mais difícil de mensurar. A busca por métricas confiáveis expõe esse gargalo, segundo Alan Vignoli, coordenador de comunicação da Fundação Selo Social. “Muitas companhias

querem adotar práticas de ESG, mas não sabem avaliar de fato o impacto social de suas ações. É complicado mensurar se determinada iniciativa beneficiou, por exemplo, 30% de uma comunidade. No Selo Social, utilizamos métricas baseadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). É importante destacar que nem toda ação social representa impacto. Distribuir doces no Natal pode ser válido, mas não transforma a realidade da pobreza nem promove igualdade de gênero”.


Os ODS

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram criados pela ONU (Organizações das Nações Unidas) em 2015 para orientar governos, empresas e sociedade a construir um futuro mais justo e sustentável até 2030.

São 17 objetivos com 169 metas, que vão desde erradicar a pobreza e a fome até promover educação de qualidade, igualdade de gênero e cidades sustentáveis. Cada meta está ligada a outras, formando um ciclo de desenvolvimento sustentável que conecta crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental.

O cumprimento dos ODS serve como referência para políticas públicas, estratégias empresariais e iniciativas da sociedade civil, mostrando que resultados concretos dependem da ação coordenada de todos.

Fonte: ONU


Apesar dos avanços, muitas companhias ainda enfrentam dificuldades para incorporar o ESG de forma efetiva. Segundo Bruno Barbosa, o desafio é ainda maior para negócios de menor porte. “Médias e pequenas empresas, muitas vezes, não têm estrutura para produzir relatórios ou acompanhar métricas. O risco é que o ESG acabe se tornando um privilégio das grandes corporações, enquanto as pequenas ficam à margem”.

Vignoli destaca, porém, que até mesmo empresas que participam apenas como patrocinadoras conseguem aprender com o processo. “Elas passam a compreender a complexidade do trabalho social em uma cidade, que envolve Organizações Não Governamentais, setor público e outras empresas. Projetos que surgem de forma isolada ao longo dos anos muitas vezes descobrem que outras iniciativas semelhantes estão acontecendo ao mesmo tempo, em diferentes locais. Essa percepção mostra que é possível aprender com a experiência alheia e compartilhar estratégias, fortalecendo a atuação de todos. A troca de conhecimento entre esses projetos é essencial para desenvolver soluções coletivas mais eficazes e ampliar o impacto social das ações.


Medir e qualificar

Criada para enfrentar justamente essa dificuldade, a Fundação Selo Social desenvolveu um programa que orienta organizações a medir e qualificar seus resultados. “Quando chegamos a uma cidade, aplicamos um ciclo chamado ‘Integrando e Reconhecendo’. O primeiro passo é ouvir as organizações: entender o que já fazem, o que realmente gera impacto e o que não gera. No segundo ano, certificamos as entidades e propomos projetos em parceria, sempre com base em um ODS prioritário. Para cada objetivo, há indicadores específicos”, detalha Vignoli.

Como exemplo, Alan Vignoli cita uma construtora que ergueu um bairro planejado ao lado de uma comunidade em situação de vulnerabilidade. O contato com a realidade local levou à criação de um projeto de construção de banheiros na comunidade. “A empresa uniu recursos, conhecimento técnico e responsabilidade social para promover uma transformação concreta”.

A Fundação Selo Social é uma iniciativa que certifica empresas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil com práticas alinhadas aos ODS. O processo dura em média um ano e envolve formação em desenvolvimento sustentável, impacto social e elaboração de projetos. Ao final, apenas os que cumprem os critérios recebem a certificação. “Hoje, somos o maior certificador social do Brasil em práticas ligadas aos ODS”, ressalta Vignoli.

A participação é condicionada ao patrocínio: “Só abrimos inscrições depois de garantir apoio financeiro. Isso assegura igualdade de oportunidade para todos os interessados”. Segundo ele, o programa já reuniu setores tão diversos quanto saúde, indústria, portos, construtoras e até funerárias, criando uma rede colaborativa de projetos interconectados.

Entre exemplos recentes, Vignoli cita a experiência em Balneário Camboriú (SC), onde o Selo Social apoiou um projeto de aulas de português para imigrantes e refugiados. O resultado foi imediato: crianças tiveram progresso nas disciplinas escolares e levaram o aprendizado para dentro de casa. “Projetos como esse mostram que impacto social verdadeiro é aquele que gera transformação em múltiplas esferas”.


O caso ilustra como uma iniciativa aparentemente simples pode gerar efeitos duradouros. O aprendizado da língua não apenas facilita a integração dos alunos ao ambiente escolar, como também amplia suas perspectivas de futuro. Além disso, o conhecimento transborda para o núcleo familiar: as crianças ajudam pais e parentes a se comunicar melhor, acessar serviços públicos, buscar emprego e se inserir com mais dignidade na comunidade local.

Esse ciclo de benefícios evidencia o que especialistas chamam de impacto social estrutural, aquele que promove mudanças reais e sustentáveis, indo além de ações pontuais ou assistencialistas. Ao fortalecer a educação, a inclusão social e a empregabilidade, projetos como esse mostram como o ESG pode se traduzir em transformação concreta no cotidiano das pessoas.

Nesse contexto, a internacionalista Thais Scharfenberg tem dedicado sua carreira a aproximar empresas e instituições dessa agenda. A profissional fundou em São Paulo uma consultoria voltada à integração entre ESG e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Pouco depois, passou a atuar também com o Hospital Pequeno Príncipe, maior hospital pediátrico da América Latina, coordenando o alinhamento entre projetos sociais da instituição e investidores corporativos.

A vivência reforçou uma constatação: o pilar social do ESG ainda é o mais negligenciado. “Até em MBAs de sustentabilidade, esse tema é pouco abordado. As empresas tendem a focar no ambiental, mas o social é indispensável, principalmente em países do Sul Global”.

O contato com grandes companhias, como BTG e Amazon, revelou também outro desafio: a escassez de profissionais com formação técnica específica para lidar com a complexidade do tema. “Muitos chegam à área vindos do marketing, do RH ou das finanças. Só depois buscam capacitação. Isso mostra como o campo ainda está em consolidação”.


Mato Grosso do Sul: entre a indústria e o turismo, o ESG como estratégia de futuro

O Mato Grosso do Sul vive uma transformação acelerada. De um estado historicamente agropecuário, passa a se firmar como referência em agroindústria, sustentabilidade e turismo responsável. Pilares de uma nova economia que alia desenvolvimento, inclusão social e conservação ambiental sob a lógica do ESG.

Essa transição está presente em diferentes setores. Da indústria ao saneamento básico, passando pelo turismo, o Estado tem se destacado por iniciativas que unem eficiência, responsabilidade e inovação, impulsionando o crescimento econômico sem abrir mão da sustentabilidade.

Na indústria, o movimento é evidente. “Enquanto em muitos estados a participação da indústria no PIB diminui, aqui ela cresce, puxada pela agroindústria”, explica


Pedro Henrique Franco, economista e analista de ESG da Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul (FIEMS). “O ESG entra como gestão de riscos e oportunidades, ajudando as empresas a acessar mercados cada vez mais exigentes.”


O setor de celulose é um dos exemplos mais emblemáticos dessa nova fase e no Estado estão previstas mais três grandes plantas do ramo. Com o uso intensivo de energia e água, o setor tem investido em fontes renováveis, como a solar, para reduzir custos e aumentar a competitividade. Já grandes empresas como Suzano, Raízen e Eldorado consolidam práticas de governança, rastreabilidade e neutralidade de carbono, enquanto micro e pequenas indústrias, que representam 94% do parque industrial do estado, começam a perceber que também fazem ESG, ainda que de forma intuitiva.

Foto 3 - Depósito em uma das fábricas de celulos em Mato Grosso do Sul/Assessoria FIEMS
Foto 3 - Depósito em uma das fábricas de celulos em Mato Grosso do Sul/Assessoria FIEMS

“Quando traduzimos o conceito, os empresários percebem que já praticam: economizar energia, cuidar do trabalhador, valorizar clientes e fornecedores. Fazem ESG sem chamar de ESG”, observa Franco.

A FIEMS tem papel central nesse processo. O antigo Núcleo ESG, criado em 2023, se transformou em Diretoria de Sustentabilidade em 2025, reunindo iniciativas que vão da geração de energia solar à venda de créditos de carbono, inventários de emissões, certificações, logística reversa, economia circular e capacitação em governança. “Agora conseguimos integrar tudo em uma estrutura única, mostrando


que a indústria sul-mato-grossense está preparada para os novos tempos”, afirma o economista.

Lisura nos processos empresariais


A sustentabilidade também tem se tornado eixo central em setores essenciais à vida urbana, como o saneamento. A Águas Guariroba, concessionária responsável pelo abastecimento e tratamento de esgoto em Campo Grande, desponta como exemplo de como o ESG pode ser incorporado de forma concreta à rotina empresarial.

Integrante do grupo Aegea Saneamento, que também controla a Ambiental MS Pantanal, a companhia alia governança, responsabilidade social e inovação tecnológica. “Temos certificação ISO 37001. Todos os colaboradores passam por treinamentos e há um canal de denúncias estruturado. A governança é um eixo central da nossa atuação”, explica o engenheiro ambiental Fernando Garayo, representante da empresa em assuntos ESG.

A norma internacional foi criada para prevenir, detectar e combater o suborno dentro de organizações públicas e privadas. Ela faz parte do conjunto de normas ISO voltadas para gestão e compliance, e é conhecida como o Sistema de Gestão Antissuborno.


Mudas no Viveiro Isaac de Oliveira, mantido pela empresa Águas Guariroba/Assessoria Águas Guariroba
Mudas no Viveiro Isaac de Oliveira, mantido pela empresa Águas Guariroba/Assessoria Águas Guariroba

No eixo ambiental, o destaque é o Viveiro de Mudas, criado há mais de uma década, que produz anualmente 80 mil mudas nativas do Cerrado usadas em reflorestamento e doações a produtores rurais. “O projeto já doou mais de 600 mil mudas e tem papel fundamental na resiliência hídrica da cidade e na preservação das bacias do Guariroba e do Lageado”, afirma Garayo.


Centro e controle de Operações da empresa Águas Guariroba, este centro monitora as bacias e mananciais em Mato Grosso do Sul nas áreas de proteção ambiental/Assessoria Águas Guariroba
Centro e controle de Operações da empresa Águas Guariroba, este centro monitora as bacias e mananciais em Mato Grosso do Sul nas áreas de proteção ambiental/Assessoria Águas Guariroba

Outro programa, o Bacia Monitorada, acompanha a qualidade das águas nas Áreas de Proteção Ambiental, coletando dados físicos, químicos e biológicos para orientar ações preventivas. A empresa também mantém parceria com a WWF (ONG do setor ambiental) para recuperar 16 hectares de mananciais e ampliar o projeto para outras regiões do estado.






O impacto social das ações é perceptível. Entre 2013 e 2021, os casos de doenças diarreicas agudas em Campo Grande caíram quase 90%, reflexo direto da ampliação da rede de esgoto, que hoje atende 94% da população. “Esses dados mostram o impacto econômico e social do saneamento. Reduz internações, melhora o desenvolvimento infantil e a produtividade. É uma cadeia de benefícios”, pontua Fernado Garayo.

Na dimensão social, mais de 400 mil pessoas já foram alcançadas por programas de voluntariado e educação ambiental, com destaque para visitas escolares às estações de tratamento. “As crianças saem entendendo o valor da água e do saneamento. Educar é parte do nosso papel social”, destaca Garayo.

Além disso, a Aegea assumiu compromissos públicos com diversidade e inclusão: até 2030, pretende alcançar 45% de mulheres e 27% de pessoas negras em cargos de liderança. “Em Campo Grande já temos 50% de mulheres em posições de chefia. É uma conquista que mostra que a diversidade é possível e produtiva”, celebra o gestor.

Para ele, o segredo está na coerência entre discurso e prática: “O ESG tende a se consolidar cada vez mais, desde que esteja alinhado ao propósito da empresa. Quando as ações são genuínas, deixam de ser discurso e se tornam resultado.”

Turismo com um olhar para a responsabilidade

A lógica da sustentabilidade também se estende ao turismo responsável e à valorização cultural, um dos motores econômicos do Mato Grosso do Sul. Destinos como Bonito e o Pantanal conquistaram reconhecimento internacional pela vocação ecológica e pela gestão ambiental exemplar.

“Prefiro falar em turismo responsável, não apenas sustentável. Trabalhamos para que as políticas públicas entreguem destinos mais competitivos, que cuidem melhor dos seus processos e mantenham a qualidade das experiências”, explica Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo do Estado.


Turistas fazem flutuação no Rio da Prata em Bonito MS/Assessoria Fundtur
Turistas fazem flutuação no Rio da Prata em Bonito MS/Assessoria Fundtur

Em 2021, Bonito foi certificado como o primeiro destino de ecoturismo carbono neutro do mundo, em processo validado por uma certificadora reconhecida pela ONU. “Neutralizar é possível com gestão e recursos. Mas reduzir emissões exige mudança de matriz energética, novos hábitos e engajamento dos empresários locais”, ressalta Wendling.





Comentários


  • alt.text.label.Facebook
  • alt.text.label.Instagram

©2023 por Textão Jornalístico. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page