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Educação financeira facilita a declaração do IR

O conhecimento em finanças pode ajudar na hora de prestar contas com a Receita Federal


Ana Krasnievicz, Vitoria Martins e Polyana Vera



O período para a declaração do Imposto de Renda já começou. Os contribuintes têm até 31 de maio para se preparar e preencher a documentação necessária. O período é também uma chance para aplicar conceitos de educação financeira e evitar problemas com a temida malha fina, termo que se refere à auditoria fiscal que examina detalhadamente as declarações em busca de inconsistências ou omissões.

Para o economista Eduardo Matos, a educação financeira deve contribuir para uma maior facilidade do contribuinte na hora de declarar seus gastos. “É premissa da educação financeira, a organização financeira, isso é, ter o controle de sua vida financeira, conhecer e registrar as receitas e as despesas, então em primeiro lugar, ela irá agilizar a declaração do imposto de renda e além disso, evitará que o contribuinte caia em malha fina por declaração inconsistente.”

Everton Santana, de 33 anos, é professor, atualmente aluno de mestrado, e é um exemplo nesse campo. Há quatro meses, o professor se mudou para a cidade de São Paulo para participar de um projeto de pesquisa para sua dissertação de mestrado e os gastos aumentaram. “Minha mudança foi uma surpresa.

Aconteceu tudo muito rápido. Em um feriado viajei para SP e recebi uma proposta de projeto. Em dois meses estava organizando minha mudança. Em São Paulo, o custo de vida é alto e meu maior gasto atualmente é com moradia, que sai em torno de R$1.800,00”.

Além de renda proveniente de investimentos em imóveis, Everton Santana conta com o salário fixo de professor e variável como freelancer. Portanto, ele faz uma média de quanto pode gastar por mês e acredita que sua mudança atrás dos seus objetivos não seria possível se não tivesse as rédeas de sua da sua vida financeira.

A funcionária pública, Eleude Lima, de 30 anos, não pode dizer o mesmo. Inadimplente há pelo menos sete anos, lamenta sua pouca habilidade com as finanças. “Nunca tive educação financeira, mas nunca é tarde para incluir coisas que vão beneficiar a nossa vida. Esse ano aprendi a declarar o meu próprio imposto de renda, achava que era um bicho de sete cabeças, mas não é! Hoje não possuo investimentos, mas estão nos meus planos futuros”. A servidora está entre os 1,2 milhões de contratos em débito com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Ela recebe três salários mínimos por mês (o equivalente a R$4.236,00) e sua dívida é de aproximadamente R$12 mil.

O economista explica que para os inadimplentes, a declaração ocorre normalmente. Porém, os devedores devem se atentar para não ficarem em débito com a Receita Federal. “As implicações são piores, pode haver suspensão do CPF (com isso, não será possível realizar qualquer operação financeira, por exemplo) e, em última instância, o bloqueio de bens, inclusive contas bancárias”.


Novas Regras

 

Neste ano, a declaração tem algumas mudanças, a principal é o aumento do limite mínimo de rendimentos para quem é obrigado a prestar contas com a Receita. Vale lembrar que a mudança não corrigiu as demais faixas da tabelas, apenas elevou o limite até o qual o contribuinte é isento.

Segundo Zumilson Custódio da Silva, Delegado da Receita Federal em Mato Grosso do Sul, as mudanças farão com que cerca de 150 mil pessoas no estado não precisem mais declarar imposto de renda. “Apesar dessa mudança específica, o número total de declarações permanece elevado. Além disso, os limites de deduções não foram alterados; por exemplo, o valor de dedução por dependentes permanece inalterado.”

O economista Eduardo Matos aprova a mudança na primeira faixa da tabela, já que para grande parte da população que estava alocada nesta faixa não existe necessariamente uma renda considerável para cobrança do imposto. “Até certo ponto, era justa a cobrança de imposto sobre essa renda, no entanto ao longo dos anos houve muita perda do poder de compra e com isso, essa renda já deixa de ser uma renda significativa”.

Luciano Pinheiro, de 28 anos, está declarando imposto de renda pela primeira vez este ano. "Ainda tenho algumas dúvidas sobre como fazer essa declaração, mas colegas de trabalho me ajudaram e foi tranquilo, especialmente porque não tenho muitos itens para declarar, além de um consórcio em andamento. Sou apenas um trabalhador com carteira assinada". Como garçom, ele observa que o processo está mais simples, pois o Governo Federal disponibilizou vários pontos na plataforma que permitem o preenchimento automático.

Para os produtos financeiros de renda fixa, como poupança, títulos do tesouro direto e certificados de depósitos bancários, é preciso obter o informe de rendimentos e aplicações junto às instituições financeiras. Para isso, basta entrar em contato com o seu banco para solicitar esses documentos.

Para declarar os ativos negociados na bolsa de valores, o contribuinte deve adquirir todas as declarações mensais e fornecê-las à Receita Federal durante a declaração de imposto de renda. Este é um serviço que leva tempo. Se você é uma dessas pessoas que mexe com fundos de investimentos, esteja ciente de que os documentos necessários são muitos e o prazo está acabando.

O período para declarar o Imposto de Renda 2024, começou no dia 15 de março e vai até o dia 31 de maio. De forma online através do link

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